terça-feira, 22 de maio de 2012

Fuvest divulga norma para isenção de taxa; inscrição abre dia 11


A Fuvest divulgou nesta terça-feira as regras para os candidatos solicitarem isenção ou redução da taxa do vestibular 2013. As inscrições começam no próximo dia 11 e deverão ser feitas pelo site da instituição até o dia 3 de agosto.
Neste ano, para requerer isenção total da taxa, o candidato deve ter renda individual de até R$ 809 ou ser integrante de família cuja renda máxima seja igual ou inferior a este valor por indivíduo. Se o rendimento estiver na faixa de R$ 809,01 até o máximo de R$ 1.555, o requerente terá direito a 50% de redução da taxa.
A SAS/USP, que ficará responsável pelo processo de seleção dos interessados, disponibilizará o e-mail isento2013@usp.br para receber e esclarecer dúvidas.
O valor da taxa de inscrição deste ano ainda será definido em reunião do Conselho de Graduação da universidade. As inscrições para o vestibular acontecerão entre 24 de agosto e 10 de setembro. Já a prova da primeira fase deve ocorrer em 25 de novembro.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Imediatismo pode atrapalhar sucesso profissional da Geração Y


Nascida do início da década de 1980 até meados de 1990, a Geração Y está tomando o mercado de trabalho brasileiro. Esses jovens são tidos como individualistas, imediatistas e ambiciosos. Um estudo da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP aponta que, para as empresas, o grande desafio é aproveitar características como a rápida adaptação a mudanças e o questionamento constante aos gestores. Ao mesmo tempo, a Geração Y precisa lidar com a ansiedade excessiva em ascender na carreira e ganhar altos salários.
Thinkstock Photos
Profissionais da Geração Y têm pressa em ascender na carreira e em ganhar altos salários
Para sua pesquisa de mestrado, o administrador André Laizo dos Santos entrevistou profissionais de recursos humanos (RH) e gestores de 12 empresas de setores variados, entre elas multinacionais conhecidas.
A conclusão foi que não basta a companhia estar alinhada com os valores da Geração Y. Para lidar bem com os jovens profissionais, o RH precisa estar preparado com ferramentas e programas estruturados para apoiar os gestores na condução dos jovens profissionais, considerados arredios a regras, procedimentos ehierarquias.
Por exemplo, com estrutura definida de cargos e salários, plano de carreira, avaliação de desempenho e avaliação de competências com retorno de informações. Estratégias como essas ajudam a aproveitar pontos positivos da geração, como saber focar-se no resultado e ter compromisso com entregas, dinamismo e interesse em colocar ideias e participar das decisões. Quando mal gerenciadas, as mesmas características levam a trabalhos desenvolvidos de modo superficial, que podem deixar clientes insatisfeitos.
E não adianta tentar enganar a Geração Y com falsas promessas para a carreira. Quando elas não se se concretizam, os profissionais logo optam por sair da organização.
Sem ritos de passagem
“Essa geração cresceu num contexto de muita competitividade. Desde pequenos, foram treinados para serem os melhores. Fizeram cursos de língua, intercâmbio e ingressaram em boas faculdades”, diz Santos, que é graduado em administração de empresas e foi orientado pela professora Marisa Pereira Eboli.
Essa alta qualificação, assim como a facilidade em obter informações pela tecnologia, é requerida pelas organizações, hoje inseridas num contexto que exige estruturas mais complexas. Mas pode reverter-se em arrogância dos profissionais, que passam a se achar essenciais para o empregador e pressionam demais por desafios mais avançados, promoções e salários.
“A ansiedade em ganhar autonomia e receber bons salários é fruto do estilo de vida com regalias durante a adolescência e, em alguns casos, também na infância. É diferente das gerações anteriores, que tiveram mais trabalho para obter o básico”, diz Santos. A garantia recebida da família faz com que a Geração Y tenha menos pressa em cumprir os ritos de passagem, como entrar no mercado de trabalho e constituir família. Com menos responsabilidades, não precisam ter tanto compromisso com as organizações.
Para os entrevistados da pesquisa, a característica mais relacionada à Geração Y é o individualismo. “Eles fazem as escolhas com base no que é melhor para eles. Se precisarem sair da organização, saem. A relação é como a de um casamento: quando não está bom para os dois lados, termina”, aponta um profissional de RH.
Alguns afirmaram que as outras gerações também eram ansiosas e buscavam alinhar necessidades pessoais e organizacionais. No entanto, a Geração Y é a que mais expressa suas angústias e reage para resolvê-las. Também demonstra autonomia na hora de perseguir os objetivos. Com uma ressalva: esperam que o gestor aponte aonde devem chegar e, a partir daí, preferem caminhar até lá por conta própria.

Dica para quem quer ser empreendedor

Download do podcast abaixo:


terça-feira, 1 de maio de 2012

Santo Agostinho e a filosofia na Antiguidade

A Necessidade da Compaixão


Arrebatavam-me os espectáculos teatrais, cheios de imagens das minhas misérias e de alimento próprio para o fogo das minhas paixões. Mas porque quer o homem condoer-se, quando presenceia cenas dolorosas e trágicas, se de modo algum deseja suportá-las? Todavia, o espectador anseia por sentir esse sofrimento que, afinal, para ele constitui um prazer. Que é isto senão rematada loucura? Com efeito, tanto mais cada um se comove com tais cenas quanto menos curado se acha de tais afectos (deletérios). Mas ao sofrimento próprio chamamos ordinariamente desgraça, e à comparticipação das dores alheias, compaixão. Que compaixão é essa em assuntos fictícios e cénicos, se não induz o espectador a prestar auxílio, mas somente o convida à angústia e a comprazer o dramaturgo na proporção da dor que experimenta? E se aquelas tragédias humanas, antigas ou fingidas, se representam de modo a não excitarem a compaixão, e espectador retira-se enfastiado e criticando. Pelo contrário, se se comove, permanece atento e chora de satisfação. 
Amamos, portanto, as lágrimas e as dores. Mas todo o homem deseja o gozo. Ora, ainda que a ninguém apraz ser desgraçado, apraz-nos contudo a ser compadecidos. Não gostaremos nós dessas emoções dolorosas pelo único motivo de que a compaixão é companheira inseparável da dor? A amizade é a fonte destas simpatias. 

Santo Agostinho, in 'Confissões'



sexta-feira, 20 de abril de 2012

Arquivo para download - A história da filosofia

Para quem se interessar, há um bom material sobre a história da filosofia na internet. Estou disponibilizando alguns aqui, via Skydrive.

É só clicar:



Listas de exercícios - Filosofia

Para o pessoal que pediu exercícios de filosofia...


Tá na mão. 

Texto - O social da rede, por Renato Terra, da Revista Piauí

Nome: Rodrigo Rodrigues. Moro em: Facebook. Em relacionamento sério com: Twitter. Religião: Orkut. Gênero: on-line. Sobre mim: “Sorria sempre, seus lábios não precisam traduzir o que acontece em seu coração” (Clarice Lispector).
Como vocês já devem ter visto em meus perfis pessoais, sou ator, jornalista, cineasta, blogueiro e diretor de arte de uma agência de propaganda. Minha vida, aliás, é um Facebook aberto. Uso aplicativos para informar meus seguidores onde estou, quantas colheres de açúcar coloco no café e quanto tempo falta para cortar as unhas do pé novamente. Todo mês, transmito o banho do meu pug ao vivo. Ontem mesmo, abri uma discussão para decidir se colocava roupa branca ou escura na máquina de lavar. Cento e setenta e nove pessoas comentaram.
Toda vez que saio de casa, publico fotos. Sem exceção. Não raro, saio de casa apenas para publicar fotos. No bolso, celular com câmera 5.1 megapixels, e o dedo mais lépido que o Papa-Léguas para acionar o plano de dados. Não deixo passar um pôr do sol. Plac! O celular é o melhor amigo do homem social. É o cachorro que cabe no bolso.
Tenho mais amigos que Luciano Huck e mais seguidores que Buda. Numa das vezes que fui às ruas em 2012, aliás, notei que um homem me encarava. Escaneei, em vão, minha memória em busca de uma imagem que pudesse associar àquele rosto. Arquivo não encontrado. Resolvi desviar o olhar, mas não consegui bloqueá-lo. Ele se alçou em minha direção e, qual um Angry Bird, materializou-se na minha frente. Ofegante, estendeu a mão e perguntou: “Você não é o Rodrigo Rodrigues do Facebook?” Aturdido, fiz sinal de positivo com o dedo indicador. Ele sacou o celular para uma foto.

oje tenho tantos seguidores e solicitações de amizade que minha vida social prescinde de interface humana. Quando estou on-line, tenho controle total da linha do tempo da minha vida. Nem que, para isso, seja preciso ler as políticas de privacidade de cabo a rabo. Nas redes sociais não envelheço, não titubeio, não tenho cólica ou remela. E tenho o Photoshop sempre à mão. Meu perfil fica cada vez mais bonito com o passar dos anos.
No começo, mamãe estranhava minha opção pelo virtual e implorou para eu procurar um psicólogo. Encontrei um que atendia via Skype e aceitava pagamentos via PayPal. Marcamos sessões semanais. As primeiras conversas foram produtivas, mas em pouco tempo encontrei um aplicativo grátis que desempenhava a mesma função.
Cheguei a fazer incursões esporádicas numa realidade sem configurações antispam. Aos 15 anos, conheci uma simpática avatar num site de relacionamentos e cometi o erro de marcar um encontro ao vivo. Por que eu não me contentei com o mural de fotos? Para piorar, ela se comunicava em mais de 140 caracteres e não tinha um filtro para bloquear o mau hálito. Tentei reinicializar. Em vão. Resultado: desde que surgiu a função “cutucar”, passei a flertar apenas on-line.
Hoje vivo sempre a curtir. Ver aquele dedo polegar levantado em sinal de positivo funciona como um bálsamo para a autoestima. Anos de análise não quebrariam tantas barreiras do subconsciente, complexos de inferioridade e desejos reprimidos de aceitação social.
O oposto também tem funções terapêuticas. Em dias carentes, qual um Roberto Shinyashiki randômico, atualizo meu status com trovoadas motivacionais. Atuo como um polinizador de utopias. Frases como “Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade” são de arrepiar a alma. Quem não repensa toda uma vida depois de ler uma síntese como essa? Cada vez que um amigo clica em “curtir”, me sinto abraçado.
Treinei como um pequeno Yoda para potencializar meus dotes sociais e criei dogmas que faço questão de seguir. Eles são tão importantes que copiei e colei no meu perfil.
Regra #1: É fundamental fragmentar a atenção. Faço exercícios diários nesse sentido. Quando me pego lendo mais de dois parágrafos de um texto ou vendo filmes com mais de um minuto, desvio o olhar para outra coisa. Sou capaz de postar uma mensagem enquanto dirijo, mesmo que esteja conversando, ouvindo música e mexendo no GPS.
Regra #2: Olhe para as redes sociais como um Lévi-Strauss 2.0. É fundamental compreender as características antropológicas de cada uma. Use o Orkut para compartilhar piadas de salão. No Twitter, tente sempre parecer inteligente e, no Facebook, aja sempre como a pessoa que você gostaria de ser.
Regra #3: Encarne o Cesar Maia e interaja efusivamente com seus seguidores. Comente, curta, compartilhe. Separe vinte minutos pela manhã e escreva recados carinhosos para seus amigos aniversariantes.
Regra #4: Todo mundo tem um lado ruim. Para dar vazão a esse lado, crie um perfil falso.

m social da rede que pretende causar buzz não pode olhar apenas para seu umbigo. É preciso antever as novidades, ter suas fontes e construir uma rede de contatos. Nunca se sabe quando um apresentador de telejornal fará uma nova trapalhada ou quando uma experiência fofinha envolvendo crianças será filmada novamente. A sociedade on-line dá crédito àquele que divulga rapidamente um comercial engraçado, uma notícia sobre os benefícios da cerveja ou a expertise de um bebê com seu tablet.
Modéstia à parte, creio que sou reconhecido – quiçá internacionalmente – pela ampla capacidade de mobilização em prol de temas humanitários. Se a gente não se fizer o bem, quem o fará? Recentemente, cativei todos os meus contatos, durante um mês, a assinar uma petição on-line contra uma enfermeira que espancou um ornitorrinco até a morte numa pet shop em Madagascar. Os jovens de 1960 quiseram salvar o mundo real. Minha geração, menos ingênua, não foge da luta: está disposta a pegar em armas virtuais para salvar os bichinhos com um clique no mouse. É uma utopia, mas os sonhos não envelhecem.
O bom é que posso me indignar sem ficar zangado. Basta compartilhar um vídeo do Arnaldo Jabor, uma imagem de um cachorro maltratado ou um texto incisivo sobre o assunto do momento. Já questionei os patrocinadores do Big Brother por bancarem um programa que estimula o estupro, enviei e-mails para o governo do Congo cobrando atitudes para melhorar aquele IDH chinfrim e publiquei fotos denunciando a clonagem de bonecas infláveis no sudoeste do Suriname. Nem Gandhi fez tanto!
Aliás, gostei desse texto. Pena que o autor é desconhecido. Vou postar no meu perfil dando crédito ao Verissimo para ver se alguém lê.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Para esquentar (ou encerrar?) o debate no 2º ano.


O poder negro

Livro americano tenta explicar o que a genética
tem a ver com a supremacia dos 
africanos e
seus descendentes nos esportes
Maurício Cardoso 
Luiz Paulo Machado
Pelé, o melhor do futebol: cada vez mais presentes nos gramados da Europa


A realidade é eloqüente: os negros dominam hoje a maioria dos esportes mais populares do mundo. Todos os recordes mundiais de corridas do atletismo que vigoram foram estabelecidos por africanos ou seus descendentes. São maioria na NBA, a milionária liga profissional de basquete dos Estados Unidos, bem como no futebol americano e no beisebol, os esportes mais praticados e de maior audiência na América do Norte. No futebol, esporte no qual o Brasil é um dos maiores expoentes, eles ocupam cada vez mais espaço em times e seleções da Europa, um continente predominantemente branco. Os negros representavam um terço da seleção francesa que venceu a última Copa do Mundo. As seleções de maiores atletas do século XX são invariavelmente encabeçadas por três negros extraordinariamente geniais: o pugilista Muhammad Ali, o jogador de basquete Michael Jordan e Pelé. A questão, evidentemente, é por quê? Há várias explicações possíveis. A mais razoável é que o esporte é um clássico instrumento de ascensão social para os mais pobres (caso dos negros nos Estados Unidos e também no Brasil). Outra explicação, difícil de comprovar, é de que simplesmente a natureza criou os negros com maior capacidade para a prática esportiva.
A tese de que raça faz a diferença nos esportes não é nova (Adolf Hitler organizou uma olimpíada em Berlim em 1936 com o objetivo de consagrar a superioridade física ariana, e saiu humilhado do estádio), mas está novamente em cena, reaquecida por uma mistura de estatísticas esportivas e ciência, num livro recém-lançado e que está causando polêmica nos Estados Unidos: Taboo – Why black athletes dominate sports and why we're afraid to talk about it(Tabu – Por que os atletas negros dominam o esporte e por que nós temos medo de falar disso). O autor, o jornalista Jon Entine, reconhece que as influências geográficas e culturais são grandes e as diferenças genéticas, mínimas. Mas sustenta que, no esporte de alta competição que se tem hoje em dia, são esses pequenos detalhes que diferenciam um campeão de um mero participante. "Pesquisas demonstram que os atletas de elite negros têm uma estrutura óssea e muscular diferente, um sistema metabólico e outras características forjadas em dezenas de milhares de anos de evolução", escreve Entine.
Se ninguém fala nisso claramente (daí o tabu do título), provoca Entine, é porque os americanos temem legitimar a existência de raças humanas e fornecer munição aos racistas. O risco é realmente grande. Uma vez que se isole uma característica genética numa população racial, mesmo que vantajosa, abre-se caminho para que se encontrem outros atributos raciais, alguns bem ruins. No século XIX, quando se cunharam as bases do racismo moderno, partiu-se do pressuposto de que os brancos não apenas eram mais inteligentes, mas também melhor fisicamente. Hoje é impossível manter a mentira da fragilidade física da população africana, mas não falta quem diga que isso ocorre para compensar uma natural escassez de inteligência. De modo geral, a ciência moderna considera a noção de raça puramente subjetiva, uma idéia social sem maior sentido biológico. As diferenças genéticas entre indivíduos de uma mesma população podem ser maiores do que as existentes entre populações distintas. Significa que os branquíssimos finlandeses podem ser geneticamente mais parecidos com os moçambicanos do que um finlandês com outro finlandês.
Nenhum estudo da biologia molecular descobriu a chave do sucesso esportivo dos africanos. O que se tem é puro palpite, a maioria infeliz. A supremacia esportiva dos negros se tornou notória a partir dos anos 60, depois que os países africanos conquistaram a independência política e aumentaram sua participação em competições internacionais. A partir desse momento, começou também a investigação e a procura de explicações para o fato. Uma tese atrevida refere-se à depuração natural feita com a importação de africanos como escravos para a América. Os traficantes evidentemente escolhiam o melhor exemplar da raça. Só os mais fortes resistiam à viagem e, para completar, os patrões promoviam a reprodução entre os melhores. O resultado teria sido a seleção de um time de super-atletas. Não é uma boa explicação, pois os excelentes atletas africanos da atualidade seriam os descendentes da "escória" rejeitada.
Teorias raciais sempre devem ser encaradas com desconfiança, pois em geral são produzidas sob encomenda para demonstrar preconceitos. Por mais intrigantes que sejam, a influência do meio ambiente ainda é a explicação mais razoável para a supremacia de determinada população num esporte específico. Num artigo crítico, o jornalista Jim Holt, do prestigiado The New York Times,observou que se Taboo tivesse sido escrito nos anos 30 teria de começar com a afirmação de que o basquete é um esporte de judeus. Acreditava-se então que os judeus tinham por natureza a ginga, a velocidade e a visão ideais para o esporte. A razão não estava na genética, evidentemente. O basquete sempre foi o esporte dos bairros pobres americanos. Nos anos 40, os judeus começaram a deixar as favelas e foram substituídos pelos negros recém-chegados do campo – e o perfil étnico do basquete mudou junto.
Até 1960, os brancos eram maioria nas filas dos times de basquete da liga americana na mesma proporção dos negros hoje em dia: 80% contra 20%. No início do século XX os finlandeses dominaram as corridas de média e longa distância com a mesma eficiência revelada pelos africanos hoje. A seleção brasileira que está disputando as eliminatórias da Copa do Mundo é composta majoritariamente por jogadores com doses variadas de ascendência negra. Quando ganhou a primeira Copa, apenas metade estava na mesma condição. Aliás, no Brasil, esse tipo de raciocínio não leva a nenhuma conclusão – como saber qual herança genética, se a africana, a branca ou a índia, era responsável pelos dribles maravilhosos de Mané Garrincha?
Do ponto de vista estatístico não existe dificuldade em identificar habilidades e talentos variados de uma determinada população em determinada atividade. Os russos são os melhores jogadores de xadrez, assim como os orientais revelaram-se excelentes instrumentistas de corda nas grandes orquestras do mundo ou os cubanos são os melhores em cima de um ringue de boxe. A dificuldade de transpor isso para a genética é que se trata de situação volátil. Da mesma forma que existem esportes dominados pelos negros, em outros os brancos são imbatíveis. O tênis, o golfe e a natação são exemplos disso. Ninguém ousa explicar geneticamente a supremacia do branco Mark Spitz, o mais notável nadador olímpico de todos os tempos. Além do biotipo adequado para a prática do esporte, ele contava com um pai-treinador que o orientava com mão de ferro e repetia todo dia a seus ouvidos: "O importante não é nadar, é vencer".
Já se tentou explicar a ausência quase total de campeões negros nas piscinas com base nas diferenças fisiológicas. De acordo com essas teorias, os negros teriam maior densidade óssea, o que dificultaria sua flutuação na água. Os aspectos socioeconômicos pesam muito mais que a massa de ossos e músculos. O acesso às piscinas é mais difícil para os pobres. Isso explica, em parte, por que esportes como o basquete dos negros americanos, ou o vôlei dos negros cubanos, sejam predominantemente branco no Brasil. Aqui, os negros se sobressaem de maneira significativa nos esportes de acesso mais democrático, como o futebol e o atletismo, que não requerem equipamento especial ou filiação a clubes. Deve-se considerar também a oportunidade de ascensão social rápida e segura oferecida pelo futebol. O inglês Linford Christie, negro e campeão dos 100 metros nas Olimpíadas de Barcelona, passou por tudo isso. Ele acha bobagem a idéia de que os negros contam com a vantagem de uma carga genética favorável. O que carregam é uma carga de preconceitos, de barreiras sociais e econômicas mais pesadas, que os impede de prosperar em outras atividades profissionais. "A grande chance de ascensão social do negro é o esporte, e nós corremos todos para ele", diz Christie. A genética é o que menos importa.

domingo, 15 de abril de 2012

Sugestões

Olá pessoal,

Estou colocando alguns endereços que podem ser úteis na elaboração dos seminários. Isso tanto para o 1º, 2º quanto 3º anos. Alguns textos são pequenos, outros maiores... vai do interesse do grupo fazer a seleção.

1) http://www.consciencia.org/
2) http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/textos.htm
3) https://sites.google.com/site/filosofiatextosdeapoio/
4) http://www.reinerio.net/

Qualquer dúvida é só entrar em contato. Lembrando que os seminários precisam ter, além de um debate elaborado, fundamentação filosófica. Fico à disposição para ajudá-los.

Abraço,
Gabriel